Saudade e solidão. São sentimentos puros e genuínos, que só sente quem ama. Quem dá valor ao que perde, ou que por momentos deixa de ter.Não. Não sou pura e genuína! Mas amo... Amo intensamente cada pedacinho da minha vida, cada peça do puzzle que aos poucos vou construindo, duma imagem ténue e incerta por onde muitos já passaram. Onde poucos se mantêm.
Amei-te. Amo-te. Num presente que não existe já, que não voltará mais a existir. Mas é o meu presente, que sonho a cada dia. É um presente do qual nunca deixarás de fazer parte. Tu, e muitos mais.
É um presente que traz consigo as marcas profundas e rasgadas do passado, ainda por cicatrizar. Um passado que doi quando a ferida volta a abrir. E ela abre todos estes dias. Nestes e nos outros. Mas nestes, o alcóol não desinfecta, arde só! Infecta ainda mais essa dor que de mim se apodera de cada vez que tudo se repete.
Sim, porque te amo. Num presente que nunca existe. Num sentimento só e nostálgico, de pureza tal que nunca ninguem entenderá. Como que se fosse já natural e ele por si só fizesse esse presente existir.
Tudo isto, apenas e só... Porque hoje, ainda! Num presente que não existe, eu te amo!








